“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.- João 8:32
O texto de hoje é mais filosófico do que nunca, pois irei tratar de dois grandes cidadãos que marcaram profundamente a sociedade que vivemos: Sócrates e Jesus Cristo.
Quando comecei o texto com uma das frases mais aclamadas dita por Jesus quis exemplificar do que trataria estas palavras que vos escrevo: sobre a coragem, acima de tudo.
Claro que outras comparações entre os dois existem e são inúmeras, vou trata-las mais adiante. O que quero mostrar neste espaço é justamente a máxima sobre a coragem.
Sócrates é considerado o mais justo e o mais sábio dos homens. Um dos seus amigos perguntou ao oráculo de Delfos quem era o homem mais sábio de Atenas. Perante a admiração geral, a sacerdotisa proferiu o nome de Sócrates, o vagabundo.
E ele comentou sobre a escolha e disse: elegeu-me como o mais sábio dos Atenienses porque sou o único que sabe que nada sabe.
Sócrates foi o evangelista do pensamento claro. Caminhava pelas ruas pregando lógica, tal qual 400 nos mais tarde, Jesus percorreria as aldeias da Palestina pregando amor.
E começando as comparações, tal como Jesus, sem haver escrito uma única palavra, exerceu sobre o espírito dos homens uma influência ímpar na história.
E muitas são as semelhanças entre Jesus e Sócrates. Autoconfiança e poder de linguagem, não deixaram registrado nada por escrito como já mencionei, ambos acreditavam falar em nome de algo que era maior que eles mesmos, não abriram mão de seus princípios morais, criticaram o poder vigente na época.
E tem mais, no processo de acusação ambos poderiam ter pedido clemência, mas não fizeram porque morreriam assim seus ideais de conquista pacífica e acalentadora.
Para Sócrates a palavra era o fio de ouro do pensamento, para Jesus ele era a própria palavra. Para Sócrates sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância. Para Jesus, ignorância era não esquadrinhar as escrituras. Para Sócrates era melhor fazer pouco e bem, do que muito e mal. Para Jesus o mal não devia ser utilizado.
Para Sócrates o início da sabedoria era a admissão da própria ignorância. Para Jesus o temor ao Eterno era o princípio da sabedoria. Para Sócrates o amor era filho de dois deuses, a carência e a astúcia. Para Jesus o amor ao dinheiro era a raiz de todos os males.
Para Sócrates a verdade não estava com os homens, mas entre os homens. Para Jesus ele era o caminho, a verdade e a vida. Ninguém iria ao Pai se não por ele. Para Sócrates quem melhor conhecesse a verdade seria mais capaz de mentir.
Para Jesus quem conhecesse a verdade seria liberto. Para Sócrates todo o seu saber consistia em saber que nada sabia, e conhecer-se a si mesmo era conhecer o universo de Deus.
Para Jesus quem fosse da verdade ouviria sua voz e se cresse teria a vida eterna. Sócrates tornou-se um marco para a ciência quem tem a dúvida como chave da pesquisa, e a serpente do conhecimento como símbolo.
Sei que o texto está um pouco repetitivo, fiz isso justamente para que você pudesse fixar melhor os ensinamentos destes grandes mestres.
E depois de toda essa explanação o que os aproxima? O que os aproxima é a crença de que se deve lutar pelos ideais nos quais se acredita. E isso com toda a coragem e paixão que marcaram a vida de Sócrates e Jesus Cristo.
Não preciso entrar em detalhes o motivo de estar
escrevendo esta postagem, como já é sabido, o papa Bento XVI renunciou ao seu
pontificado hoje e permanecerá no cargo até dia 28 deste mês.
Será uma postagem sucinta a respeito de alguns
questionamentos.
Sendo bem sincero com você, para mim não foi uma grande
surpresa haja vista que Bento XVI já vinha sofrendo algumas tribulações no
decorrer de seu papado.
Ratzinger saiu extremamente combalido devido aos
constantes relatos de pedofilia que ele fazia questão de ter vista grossa em
relação a esse assunto, e eu não estou exagerando quando falo sobre isso.
Sem contar os rumores empreendidos pelo seu ex-mordomo,
Paolo Gabrieli, aliás, foram documentos que ele furtou do apartamento
particular do líder católico sobre corrupção nos negócios da Igreja Católica
com empresas italianas.
Outra questão também foi o agravamento das tensões com o
Oriente Médio, especificamente sua declaração sobre Maomé. O papa citou o que seria, segundo ele, uma frase do
imperador bizantino Manuel 2º Paleologus sobre a prática de espalhar a fé com
violência: "Mostre-me o que Maomé trouxe de novo, e lá você encontrará
apenas coisas más e desumanas, como o seu comando de espalhar pela espada a fé
que ele pregava".
Teve também um discurso em Auschwitz, durante
uma visita ao local onde ficava o mais conhecido campo de concentração nazista
na Polônia, em maio de 2006, Bento 16 atribuiu a culpa do Holocausto a "um
bando de criminosos" que teriam "abusado" do povo alemão.
As declarações em Auschwitz foram
censuradas por importantes figuras da comunidade judaica, para quem as palavras
do pontífice teriam reduzido a responsabilidade de aliados e cúmplices do
nazismo.
O presidente da União de Comunidades
Judaicas Italianas, Claudio Morpurgo, se disse "perplexo" com a
declaração de Bento 16 - primeiro papa alemão desde o século 11 - e o grande
rabino de Roma, Riccardo di Segni, classificou o discurso como
"problemático".
Outro ponto a se falar é
sobre os preservativos. Durante
uma visita a África, em Março de 2009, Bento 16 criticou a distribuição de
camisinha para combater o problema da Aids no continente, que concentra 75% das
mortes pela doença no mundo.
“O
problema da Aids é uma tragédia que não pode ser derrotada só com dinheiro ou
pela distribuição de preservativos - que até pode agravar o problema”, disse o
pontífice, ao conversar com jornalistas no avião, a caminho da capital de
Camarões.
A Igreja
católica prega que a castidade e a abstinência são a melhor maneira de combater
a Aids e, segundo o papa, "a única solução" para o problema seria uma
mudança "espiritual" que faria as pessoas adotarem um
"comportamento correto em relação ao corpo".
As
declarações provocaram protestos de entidades médicas e organizações de combate
a Aids.
Pedro
Chequer, por exemplo, representante no Brasil no órgão da ONU para o combate à
doença, chegou a classificar o discurso de Bento 16 como "genocida".
A Igreja Católica Apostólica Romana
possui muitos segredos... Mas quem não possui e não é por todos estes quesitos
que acabei de elencar que iremos nos afastar da Igreja, do chamado espiritual,
pois todas as religiões já que são formadas pelo homem possuem dificuldades e
sempre possuirão, pois o homem é falho.
Não cabe a nós julgar o ocorrido e ficar
apontando nosso dedo indicador para este ou aquele. A Igreja errou? Sim e
continuará errando, pois a perfeição na terra não é privilégio nosso.
Nem Jesus Cristo se achava perfeito, Ele
disse: ‘sede perfeito como o Pai é perfeito.’
Acredito que devemos seguir os
ensinamentos do Mestre Jesus e procurar a centelha divina para a nossa
felicidade e para procurarmos conviver com nossas limitações e aprender que a
perfeição não é para amadores.
A seguir algumas curiosidades a respeito de Bento XVI:
15 curiosidades e fatos engraçados sobre o Papa
Bento XVI
Que o Papa é pop
todo mundo sabe, mas Bento XVI carrega alguns fatos bastante curiosos – alguns
até engraçados – que quase ninguém conhece. Listamos aqui algumas das coisas
mais curiosas sobre o pontífice e os sete anos em que ele permaneceu no cargo.
1 – Ele tem seis
endereços de email. Todos eles começam com o nome “Bento” 2 – Ele é o primeiro Papa a ter
um iPad
3 – Ele é também foi o primeiro Papa a ter conta em
redes sociais. Ele inaugurou seu espaço no Twitter no ano passado, juntamente
com diversas versões para diferentes idiomas, incluindo o português.
4 – Ele passou sua adolescência em Traunstein,
Alemanha, quando foi chamado aos 16 anos para o serviço de combate a aeronaves
no fim da Segunda Guerra Mundial.
5 – Boatos dizem que ele é apaixonado pelo
refrigerante Fanta (o sabor ficou popular na Alemanha nazista devido à
dificuldade de importação da Coca-Cola na Segunda Guerra Mundial). Além disso,
seu suco preferido é também de sabor laranja. Seu prato favorito é uma receita
tradicional da Baviera e leva ravióli feito de batata com tiras de panqueca
6 – Em 1969, ele foi vice-presidente da
Universidade de Regensburg, local em que lecionava sobre teologia dogmática.
7 – Ele adora música e ainda cultiva o hábito de
tocar piano todos os dias.
8 – Seus compositores favoritos são Mozart e
Beethoven
9 – Ele anda pelos jardins do Vaticano todos os
dias exatamente as 4h da tarde
10 – O Papa também é nerd! Com mais de 20 mil
livros em sua biblioteca pessoal, Bento XVI também fala mais 10 idiomas, incluindo
o Latim
11 – Ele é apaixonado por gatos. Ele sempre
alimentava gatos de rua que ficavam em torno de seu edifício em Roma, mas uma
de suas tristezas é que não são permitidos animais no Palácio Apostólico, a
residência papal
12 – Esse amor por gatos faz com que uma das
lembranças mais vendidas atualmente aos turistas em Roma seja um divertido
chapéu de cardeal para gatos. O preço médio é de US$ 15 (cerca de R$ 30)
13 – Ele é bastante discreto e bastante conhecido
por gastar mais tempo em casa, além de evitar ao máximo eventos externos
14 – Pouco antes de se tornar Papa, Bento XVI
morava em um apartamento de propriedade do Vaticano. Ele saia para passear com
frequência, parando em livrarias para comprar livros ou tomar cafés, como uma
pessoa comum
15 – O Papa ainda tem guardados alguns bichinhos de
pelúcia costurados por sua própria mãe quando ele era criança.
A casa onde o papa mora tem 5 mil quartos, 200 salas de espera, 22 pátios, 100 gabinetes de leitura, 300 banheiros e dezenas de outras salas destinadas a encontros diplomáticos. Esta não é novidade para quem leu o livro “Anjos e Demônios”, de Dan Brown. Além de todo esse espaço, os papas têm, desde 1506, um grupo de soldados especiais que fazem sua proteção, exército chamado Guarda Suíça. Mas há alguns requisitos para integrar esse time: é preciso ser homem, ter entre 19 e 30 anos, ter pelo menos 1,74 metro e ter nascido (como você deve ter imaginado) na Suíça.
No Vaticano, é feriado no dia em que o Papa foi eleito. Entre 2005 e 2012, esse dia foi comemorado em 19 de abril. (atualização em 15/02/2013)
Não podemos nos esquecer que é a história acontecendo agora.
Até a próxima.
<<< Indicação de filme >>>
Agora peço que vocês assistam a este filme, extremamente parecido com a realidade, com o que aconteceu hoje (11/02/2013).
Título Original:Habemus Papam / We Have a Pope
Sinopse: Após a morte do Papa, o Conclave reúne-se para
eleger o seu sucessor. São necessárias várias votações até que se veja a fumaça
branca no céu do Vaticano. Quando finalmente é eleito um cardeal, os fiéis amontoados
na Praça São Pedro esperam em vão o novo soberano. O cardeal escolhido não
parece pronto a suportar o peso de tal responsabilidade. Angústia? Depressão?
Medo de não se sentir à altura? O mundo se inquieta, enquanto no Vaticano
buscam-se soluções para superar a crise – entre elas o auxílio de um dos mais
renomados psicanalistas da Itália.
Em DVD - 15 de Abril de 2011 (Mundial)
L - Livre para
todos os públicos - 104 min - Drama Direção: Nanni MorettiRoteiro: Federica
Pontremoli, Francesco Piccolo
Como prometi aqui estou para escrever uma postagem completa sobre Richard Nixon e o escândalo Watergate. Escrevo sobre ele também porque este ano comemora-se o seu centenário de nascimento.
Acompanhe: advogado como os seus heróis da história norte-americana, dedicado e trabalhador. Entrou na política por indicação de um diretor de escola que sabia reconhecer o valor de um aluno honesto e focado em resultados.
Eleito deputado, senador, vice-presidente e, finalmente, após perder uma corrida à Casa Branca, presidente dos Estados Unidos.
Nixon construiu seu nome baseando-se numa conduta de profissionalismo e muito, mas muito, trabalho. Teria sido Nixon fruto de seu próprio erro ou seu erro foi fruto de um homem que não aprendeu a aceitar a derrota?
COMO TUDO COMEÇOU
De forma parecida com John Kennedy(1917-1963), que também será biografado aqui no site, a história de Richard Milhous Nixon também começa muito longe dos Estados Unidos, no Reino Unido. Em 1690 um membro da família Milhous deixou a Irlanda em busca de uma vida melhor no Novo Mundo, aportando em Delaware e o primeiro Nixon deixou a mesma Irlanda em 1753, chegando também em Delaware.
Esse local não era uma feliz coincidência. Não se sabe exatamente qual era a situação econômica dos Milhous e dos Nixon na Irlanda, mas o objetivo dos Milhous era criar raízes num lugar para que pudessem cultivar suas seitas quacre.
Os quacres eram membros de uma facção protestante, conhecida também como Sociedade de Amigos, fundada na Inglaterra no século XVII e difundida principalmente nos Estados Unidos, em colônias com características liberais de Delaware.
Seus praticantes não admitem sacramento algum, não prestam juramento perante a justiça, não pegam em armas e não aceitam hierarquia eclesiástica.
Aí vai uma curiosidade! Conta-se que um dos ancestrais de Richard Nixon cruzou o Delaware com o general George Washington(1732-1799), tendo participado ativamente da Guerra de Independência, iniciada em 1776, contra George III(1738-1820), do Reino Unido.
Após isso os Milhous e os Nixon cruzaram o país através de suas gerações, sem nunca terem estabelecido qualquer tipo de relação entre si. Só que o tempo não falha. E foi só uma questão de tempo para que as duas famílias pudessem se encontrar.
Em 1887, um diretor da Sociedade de Amigos em busca de paz e muita tranquilidade sentiu-se atraído por uma cidade chamada Whittier, no sul do Estado. Outra característica é que o vilarejo situava-se apenas 20 quilômetros de Los Angeles.
Praticamente todos foram em busca deste vilarejo. Hannah Milhous deixou Indiana no final do século XIX junto com sua família rumo a Whittier.
Frank Nixon, já no início do século XX, também chegou em Whittier.
Em fevereiro de 1908, Frank e Hannah se conheceram. Apenas quatro meses mais tarde, em junho os jovens se casaram e Frank se converteu em quacre, indo morar em uma pequena vila a 50 quilômetros de distância de Los Angeles.
O primeiro filho do casal nasceu em 1909, Harold. O segundo herdeiro viria apenas quatro anos depois. Na noite de 9 de janeiro de 1913, Richard Milhous Nixon nasceu.
Como o objetivo do site é também descobrir curiosidades, ou seja, as pistas da história, descobri que quando ele soltou o primeiro berreiro, sua avó, Elmira Milhous, que estava presente no momento do parto disse: ‘Com um estridente berreiro assim, certamente será pregador ou advogado.’
Depois de Richard, vieram Donald, em 1914; Arthur, 1918 e Edward, 1930.
Com a chegada dos carros automotores Frank imaginava que poderia tirar proveito daquela situação, foi nesse período que mudou-se para Whittier onde abriu um posto de gasolina.
Só que ele escolhera o ponto no lugar errado, pois havia duas opções, e em uma delas foi descoberto petróleo suficiente para encher 25 barris diários, Frank escolheu justamente a que estava sem reserva de ouro negro.
O que pensar de uma decisão como essa hein? Difícil não é? Já que a fortuna estava tão próxima das mãos.
O pequeno Richard Nixon foi moldando seu caráter aos poucos à medida que ia crescendo.
Quando completou dez anos ganhou de sua tia Edith um enorme volume da história dos Estados Unidos, ao ler e reler várias vezes este compêndio observou que a trajetória dos grandes heróis norte-americanos como John Adams, Thomas Jefferson, James Madison e Abraham Lincoln tinham pelo menos duas coisas em comum: todos eram advogados e todos tornaram-se presidente dos Estados Unidos.
‘Nixon nasceu para ser advogado!.’ Bradava uma de suas professoras quando ele apresentava os trabalhos escolares na escola elementar. Nixon deixou-se levar pelo caminho mais natural, deixar de ser maquinista para ser advogado.
UM JOVEM CONGRESSISTA
Quando Nixon estava com 17 anos de idade, ingressou no Whittier College, uma instituição de ensino com rígidos padrões de qualidade, e para não perder a tradição, esta escola mantinha fraternidades estudantis.
Na ocasião havia o grupo dos Franklin, um grupo composto por alunos mais abstados. Quando Nixon entrou na escola, fundou os Orthagonians que funcionava como uma espécie de oposição. Nixon compôs o hino do seu grupo e foi eleito presidente da classe dos calouros.
Logo estava participando de debates com seus adversários ideológicos sobre assuntos determinados pelos professores.
O fato é que em mais de 50 debates, venceu a grande maioria. Sua habilidade em retórica era gigantesca.
Em 1934, recebeu o diploma pelo Whittier College. Durante a depressão de 1929 Nixon poderia se considerar um felizardo já que recebeu aporte de seus pais e não precisou procurar emprego.
Agora o que ele mais queria era ingressar em uma faculdade de direito, de preferência que não pudesse pagar mensalidade.
O destino resolveu sorrir para Nixon, por se tratar de um grande aluno, Walter F. Dexter, diretor do Whittier College resolveu redigir uma carta de recomendação a Universidade Duke, em Durham, Carolina do Norte (do outro lado do país), declarando: ‘Acredito que Nixon virá a ser um importante, quando não um dos grandes, líderes dos Estados Unidos.’ Em pouco tempo, Nixon foi admitido em Duke ganhando uma bolsa de estudos e um emprego, recebendo 35 centavos de dólar por hora.
Em sua turma, haviam 44 alunos, de 37 estados diferentes; só que Nixon estava com saudade de casa.
Em 1936 ele partiu em busca de estágio em Nova York junto com dois colegas. Bateram à porta de quase todos os escritórios de advocacia da cidade.
Os dois colegas conseguiram ser contratados, já Nixon recebeu apenas promessas de uma das firmas.
Anos mais tarde em 1958, quando era vice-presidente da República, ele comentou: ‘Se tivessem me dado um emprego, tenho certeza de que estaria lá agora, como um advogado de empresa e não como vice-presidente da república.’
Em 1937 foi indicado a trabalhar no FBI(Federal Bureau os Investigation) mas não deu certo, o FBI passou por um corte de verbas, cancelando sua contratação o que o obrigou a procurar emprego como advogado na Califórnia.
Numa certa ocasião foi assistir a uma peça teatral em Whittier e lá ficou encantado por Pat Ryan, uma professora recém-formada que participara da trupe. Conta-se que naquela mesma noite ele pediu a mão dela em casamento. Talvez seja o primeiro registro da vida de Nixon que ele agia por impulso, pois sempre fora muito cauteloso, sabendo onde estava pisando.
Pat obviamente o achou meio maluco, mas com o passar do tempo acabou cedendo.
Em 21 de junho de 1940, Nixon e Pat se casaram, pouco antes dos japonese atacarem Pearl Harbor.
Em 1946 Richard Nixon foi indicado por Dexter, o mesmo que o indicara ao FBI, a participar da eleição no Congresso. Ele acabou vencendo a disputa contra Voorhis, um homem habilidoso, inteligente, frio e calculista que não perdia uma eleição desde 1936.
Seu mandato seria de dois anos e mostrou-se dedicado como sempre. Participou de uma comissão que elaborava o Plano Marshall, o plano de ajuda econômica a Europa pós-Segunda Guerra Mundial e acabou fazendo amizade com outro congressista novato, o representante democrata de Massachusetts, John Fitzgerald Kennedy.
O AMOR PELO PODER
Em 3 de novembro de 1949, Nixon declarou que pretendia o Senado, havia tomado gosto pela vida pública.
Quando venceu as primárias em 1950 descobriu que sua adversária era uma mulher: Helen Gahagan Douglas (1900-1980). Ele chegou a ser desleal com Helen: acusou-a de simpatia com o comunismo, assunto que você caro leitor deve saber que naquela época nos Estados Unidos estava em voga.
Conseguiu vencê-la por uma margem expressiva de votos.
Agora observe: conseguiu ser advogado e senador. Qual seria o próximo sonho?
Certamente seria um maior, pois em 1952 tornou-se vice-presidente dos Estados Unidos ao lado do general e presidente David Eisenhower(1890-1969). Detalhe: ele estava com apenas 39 anos.
No entanto foi envolvido no primeiro escândalo da sua vida: foi acusado de sua campanha ter sido financiada por caixa dois, mas logo recorreu à televisão para num discurso apaixonado se defender das acusações e emocionar a população.
Como vice-presidente desenvolveu o famoso debate da cozinha, um pleito sobre os méritos do capitalismo e do comunismo.
Quando li a biografia de Nixon para compor esta postagem percebi que quanto mais Nixon avançava na carreira menos escolhas ele tinha. Digo isso porque sua próxima tacada seria a presidência, era inevitável, e assim aconteceu.
A CAMPANHA PRESIDENCIAL DE 1960
Nixon não tinha mais como recuar. Em 1958, era vice-presidente e já começava a despontar como candidato à presidência.
Ele iniciou sua campanha com discursos inflamados sobre o assunto que dominava o momento: o comunismo. Pregava a diferença entre o regime soviético e a liberdade.
Foi com esse espírito que se engajou na disputa presidencial com um candidato muito jovem ainda: John Kennedy.
Logo depois iniciaram-se os debates, Nixon tinha 50% das intenções de votos, Kennedy com 44% e 6% de pessoas indecisas. Agora vou ser bem sincero com você, essa vantagem também se justifica pelo fato de Nixon ocupar o cargo de vice-presidente. Concorda?
Nixon estava empenhado em ganhar, e quem em sã consciência não estaria? Ele levou sua candidatura a todos os 50 estados da União, mas isso não foi o suficiente, pois ele começou a declinar antes mesmo dos debates: na organização dos assuntos que os candidatos iriam abordar.
Vou ser mais específico, a divisão ficou assim: política interna e política externa. Nixon calculou mal pois sentia-se mais à vontade para falar sobre política externa, concordando que estes seriam os últimos debates.
Como ficou provado anos mais tarde, a maioria esmagadora da população assistiu apenas aos debates iniciais, porque mostravam-se mais interessados nos assuntos internos dos Estados Unidos.
Diante disto Nixon partiu para o estúdio de televisão como sua formação de vida, a de um advogado, falando sempre para seu oponente como se um grupo de jurados estivesse presente.
Kennedy ao contrário falava para as câmeras sempre sorrindo.
Nixon também se perdeu no uso de cosméticos. Sua barba crescia muito rápido e dava a impressão que Kennedy era mais saudável, mais asseado.
Nixon também descontrolou-se numa suposta ansiedade: ele olhava com muita frequência para o relógio. Mas não era ansiedade, como ele tinha muito conhecimento sobre variados assuntos ele tinha medo de não ter tempo para abordar tudo que sabia, por isso olhava muito para o relógio.
Esse foi o golpe final.
Nixon foi caindo nas pesquisas vertiginosamente. Acompanhe:
Novembro – Kennedy foi eleito no dia 8 de novembro de 1960 o 35° presidente dos Estados Unidos.
Nixon bradou aos jornais: ‘Perdi, e chega!’
ESTOU MAIS VIVO DO QUE NUNCA!
Nixon não conseguia ficar de fora da política, Candidatou-se ao governo da Califórnia e perdeu. A população o considerou morto.
Esse foi o grande erro dos adversários. Ele apenas queria tempo para se organizar melhor para um dia chegar ao posto máximo da política.
Nixon estava mais vivo do que nunca. Como sua marca era a persistência, engajou-se na campanha presidencial de 1968.
Dessa vez venceu Hubert Horatio Humphrey (1911-1978), tornando-se o 37° presidente dos Estados Unidos. Finalmente ele chegou ao topo. Ele só parece ter se esquecido que quanto mais alto, maior é o tombo.
O principal acontecimento mundial durante sua gestão foi a Guerra do Vietnã. Ele conduziu muito bem sua política externa, terminando o conflito da melhor forma que lhe conviesse, só que implantou a vietnamização.
Também deu continuidade ao programa espacial e estreitou seu relacionamento com Mao Tse Tung (1893-1976), o líder político da China. Seu governo foi muito bom, porém Nixon jogou tudo no lixo.
O CASO WATERGATE
Seu castelo começou a ruir quando, no início de 1972, ano de eleição presidencial, um grupo de ex-agentes da CIA (Central Intelligence Agency) invadiu o QG(quartel-general) democrata no hotel Watergate, em Washington, instalando escutas telefônicas e fotografando todos os tipos de documentos.
Se não bastasse um erro, os homens de Nixon insistiram na falha. Alguns homens foram pegos pelo guarda de segurança Frank Wills (1948-2000), que imediatamente acionou a polícia local.
A desgraça estava consumada. Mas o pavio da grande bomba Watergate parecia ser longo.
O secretário de imprensa de Nixon, Ronald Ziegler, abafou o caso e Nixon foi reeleito em 1972, com mais de 60% dos votos populares, mas o escândalo acabou estourando alguns meses depois graças à imprensa.
Os repórteres do The Washington Post, revelaram ao mundo o escândalo Watergate. No entanto eles contaram com a ajuda de um informante misterioso, conhecido apenas como ‘Garganta Profunda’. Os jornalistas lhe prometeram não revelar seu nome até sua morte.
Hoje se sabe que o Garganta Profunda era o ex-número dois do FBI: W. Mark Felt.
Na primavera de 1973, um comitê do Senado começou uma investigação sobre o caso Watergate, que durou dois meses.
Em pouco tempo os noticiários televisivos começaram a noticiar o assunto como uma novela da vida real, apresentando fatos cortados, como se fossem cenas do ‘próximo capítulo’.
Aos poucos a população passou a tomar contato com conspirações, relações desleais, subornos, entre outras ações nada dignas de governantes.
Um assessor presidencial em julho de 1973 acabou confessando que Nixon realmente havia gravado tudo o que podia em Watergate e que fez uso desse material na Casa Branca.
Um ano mais tarde, em 24 de julho de 1974, a situação de Nixon tornara-se praticamente insustentável. A Suprema Corte dos Estados Unidos, por unanimidade requisitou que Nixon entregasse as fitas, documentos, fotografias, enfim, tudo que foi ilegalmente apropriado em Watergate.
Três dias depois, a Comissão de Justiça da Câmara de Representantes votou em 27 contra e 11 a favor do impeachment do presidente.
É, Nixon estava num mar de lama, sua única opção foi renunciar em 9 de agosto, sendo substituído pelo vice-presidente Gerald Ford, nascido em 1913.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nixon demonstrou ser um homem aguerrido, em busca de tudo para ter o poder nas mãos, não gostava de perder. A história de Nixon como você deve ter percebido é muito interessante do ponto de vista político. Foi um político meteoro, podemos constatar. Mas não um qualquer político. Conseguiu habilmente discernir sua conduta de forma metódica e arrojada.
Seu calcanhar de Aquilles foi Watergate e podemos perceber o quanto isso lhe custou caro.
Especialistas políticos afirmaram que a autoridade da figura de presidente dos Estados Unidos só foi restabelecida em 1981, com o presidente Ronald Reagan (1911-2004).
Richard Milhous Nixon foi um homem que baseou sua vida no estudo e trabalho, deixando a longínqua Califórnia em troca da poderosa Casa Branca. Morreu em 22 de abril de 1994, em Nova York, com 81 anos de idade, vítima de complicações de saúde.
INDICAÇÃO DE FILME
FROST/NIXON
Título Original: Frost/Nixon
Sinopse: Adaptação da montagem teatral escrita por Peter Morgan, a história conta como foi a dramática entrevista do presidente americano Richard Nixon ao apresentador de TV britânico David Frost logo após o escândalo político de Watergate, em 1972.
Em DVD - 2008 (Mundial) 122 min - Biografia, Drama,
»Direção: Ron HowardRoteiro: Peter MorganElenco:
Andy Milder (Frank Gannon)
Clint Howard (Lloyd Davis)
Frank Langella (Richard Nixon)
Gabriel Jarret (Ken Khachigian)
Produtores: Brian Grazer, Eric Fellner, mais »Países de Origem: Estados Unidos da AméricaEstreia Mundial: 2008 Estreia Brasil: 6 de Março de 2009.
Trailer do filme:
Referência
bibliográfica
Nixon:
um estudo político
Autores:
Earl
Mazo e Stephen Hess (tradução de Luiz Cláudio de Castro e Costa.
Editora:
Bloch
Ano:
1970
OBS: Este livro encontrei em um sebo, por ser muito antigo é capaz que você encontre na estante virtual.
Como este blog trata de
curiosidades, vamos a algumas a respeito do natal, enumerei 10 curiosidades:
1ª:
Quem inventou a árvore de natal?
O inventor da árvore de
natal foi São Bonifácio, o apóstolo dos germanos ou o evangelizador da
Alemanha. Ele nasceu na Inglaterra em 672 e faleceu martirizado em 5 de junho
de 754.
Seu nome religioso, em latim,
Bonifacius, quer dizer “aquele que faz o bem”, e retoma o mesmo significado do
seu nome saxão Wynfrith. Em 718 ele esteve em Roma e o Papa Gregório II
enviou-o a Alemanha, com a missão de reorganizar a Igreja.
Por cinco anos ele
evangelizou territórios que hoje fazem parte dos estados alemães de Hessen e
Turíngia.
Em 722, foi feito bispo dos
territórios da Germânia e, um ano depois, inventou a árvore de natal, causando
um certo impacto no meio ambiente germânico.
2ª:
Para que tanto enfeite na árvore de natal?
A tradição cristã assimilou
a árvore de Natal como uma árvore da vida, aquela do jardim do Éden, lá no
Paraíso (Gn 2,9).
É costume enfeitá-la com
bolas coloridas, como se fossem frutos, e com outros adornos natalinos.
Os enfeites alegorizam
virtudes, desejos, vínculos e sonhos das pessoas e da casa onde está a árvore
de natal.
Já no tempo de São
Bonifácio, as árvores eram enfeitadas com maçãs, evocando a nova frutificação e
o antigo pecado original.
Ao contrário do mito do Éden
sobre a serpente e a maçã, a árvore de natal passou a evocar vida e salvação,
plantada nas casas.
As árvores também eram
decoradas com velas, representando Jesus, a luz do mundo. A partir disso o
costume se difundiu pela Europa e um dos primeiros registros de enfeites
natalinos é do século XVI e vem da Igreja da Alsácia.
As famílias decoravam os
pinheiros com papéis coloridos, enfeites, frutas e doces. Espalhada por toda a
Europa, a tradição de enfeitar a árvore de Natal chegou ao continente americano
por volta de 1800.
3ª:
Quem inventou o presépio?
Foi São Francisco de Assis
quem armou o primeiro presépio da história, na noite de Natal de 1223, na
localidade de Greccio, na Itália.
Ele é o inventor do presépio
e quis celebrar o Natal da forma mais realista possível e, com a permissão do
papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem
Maria e de José, juntamente com um boi e com um jumento vivos.
Nesse cenário foi celebrada
a missa de Natal. O costume espalhou-se pela Europa e de lá pelo mundo.
4ª:
Qual o simbolismo das cores do Natal?
O verde, o vermelho e o
dourado são as cores dominantes no Natal.
O verde é símbolo primaveril
de renovação, esperança e regeneração.
O vermelho está ligado ao
fogo, à redenção e ao amor divino.
O dourado também é utilizado
e está associado ao sol, à luz, à sabedoria e ao Reino Vindouro.
Para a tradição católica há
uma relação entre essas três cores e os presentes dos Reis Magos: ouro (dourado),
incenso (vermelho) e mirra (verde).
5ª:
Onde surgiu a tradição da Coroa do Advento?
A tradição da Coroa do
Advento surgiu no norte da Alemanha e na Escandinávia, no século XVI, para
preparar os cristãos para a festa de Natal, quatro semanas depois.
Na Suécia, a Coroa do
advento é reservada para a Festa de Santa Luzia no dia 13 de dezembro.
Do norte da Europa, o
costume ganhou o mundo, como uma nova maneira de atualizar o antigo tema do
Natal de Jesus.
6ª:
Papai Noel era turco?
Era. O rechonchudo Papai
Noel é amado por crianças e adultos com suas barbas e cabelos brancos, óculos
redondos e um saco às costas.
O personagem foi inspirado
em São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira no século IV.
São Nicolau nasceu em 280 em
Patara, na atual Turquia, e morreu aos 41 anos. Ele costumava ajudar
anonimamente quem estivesse em dificuldades financeiras.
São Nicolau virou também o
padroeiro das crianças e dos marinheiros
7ª:
Quais os nomes do Papai Noel?
Seu nome original era
Nicolau, mas surgiram vários apelidos.
A tradição de oferecer
presentes às crianças veio com os marinheiros, eles transmitiram o nome de São
Nicolau como puderam.
O nome Nicolau atravessou os
séculos até chegar aos Estados Unidos onde recebeu o nome de Santa Claus.
Esse nome vem da evolução do
nome de São Nicolau: St. Nicklauss, St. Nick, St. Klauss e Santa Claus.
O nosso Papai Noel vem do
francês Père Noel.
Em Portugal, onde fala-se o
melhor português e sem sotaque, ele é chamado de Pai Natal.
A palavra Noel é mais
poderosa do que muitos imaginam. Ela vem do hebraico imanu’el e significa Deus
conosco.
Em português, Emanuel deu
origem a Manuel. Por aqui poderia ter evoluído para Papai Mané. Muito mais
interessante ficar com a versão francesa.
8ª:
Foi a Coca-Cola que mudou as roupas do Papai Noel?
Não. Isso é uma afirmação
infundada. O Papai Noel já apareceu com essas roupas na obra de Thomas Nast, na
revista Harper’s Weeklys, em 1886, numa edição especial de natal e em
publicidades da Colgate, RCA Victor e Michelin, muito antes das campanhas da
Coca-Cola.
A primeira grande campanha
publicitária da Coca-Cola com o Papai Noel foi em 1930, quase 50 anos depois de
Thomas Nast ter desenhado a imagem atual do bom velhinho.
9ª:
No Natal você prepara a comida dos 13 mendigos?
Algumas famílias de origem
mediterrânea mantêm a tradição dos treze mendigos.
São 13 doces e frutos
servidos no final da ceia de Natal e deixados à disposição para consumo sobre
uma mesa durante três dias, até o dia 27.
Eles representam Jesus
(tâmara) e os 12 apóstolos. Depende da tradição famílias, mas podem ser traze
doces.
10ª:Quem
disse que eram três Reis Magos?
Sobre os Reis Magos, o
Evangelho de Mateus não diz se eram três, nem reis e muito menos seus nomes. O
texto relata como eles vieram do Oriente a Belém, guiados por uma estrela para
adorar Jesus.
Evoca suas aventuras com
Herodes e como encontraram Maria com o Menino Jesus, o adoraram e lhe
entregaram como presentes ouro (natureza real, presente dado a reis), incenso
ou olíbano (natureza divina, empregado no culto e altares) e mirra (para
embalsamar os mortos) – (Mt 2,11).
Segundo a tradição, Gaspar
(branco) trouxe o ouro, Melquior (moreno) o incenso e Baltazar (negro) a mirra.
O número de três magos terá
sido influenciado ou deduzido pelos três presentes oferecidos.
Mensagem
Reitero os meus votos de um maravilhoso natal a todos os meus queridos leitores e uma passagem de ano estupenda!!!
Essa é minha última postagem do ano e espero reencontrá-los todos os meses de 2013 com novas postagens e muitas curiosidades.
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Aqui, debateremos assuntos referentes a história no seu mais amplo contexto, nos meandros de fatos que de certa forma causaram espanto, admiração, contentamento e principalmente repulsa.
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